Portugal: Integração Regional da Demografia e da Economia

Acrónimo
P_RIDE

Código
POCI-01-0145-FEDER-016868

Entidade beneficiária
Universidade de Aveiro (Instituição Coordenadora);
Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa,
Centro de Estudos Geográficos (Instituição Participante)

Financiamento
POCI 2020
Programa Operacional Competitividade e Internacionalização;
Programa Operacional Regional de Lisboa apoiada pelo FEDER;
Fundos nacionais.

Responsável
Eduardo Anselmo Moreira Fernandes de Castro
Diogo de Abreu (coordenador CEG | IGOT)

Data de início
01/07/2016

Data de conclusão
30/06/2020

Custo total elegível
198,846.00€

Custo total elegível CEG | IGOT
24.915,00€

Apoio financeiro da União Europeia
14.949,00€

Apoio financeiro público nacional/regional
9.966,00€

Resumo do projeto
Apesar do impacto recíproco entre economia e demografia ser conhecido, a evolução de ambas tende a ser analisada em separado. Exemplo de análise integrada é um modelo desenvolvido para a Escócia por

[LİMCGPASWTUWr10]. Contudo, devido à ênfase colocada nas condições de equilíbrio económico geral, as migrações são tratadas como exógenas e assim a demografia não passa de um instrumento para construção de cenários. Um estudo multi-regional para Itália [FaVe02] usa abordagem mais equilibrada. Mas, ao adotar a distribuição mecânica das migrações por grupos etários, produz resultados pouco robustos para além de horizontes demográficos de curto prazo. Análise posterior da literatura confirmou a nossa impressão de que ainda está por definir uma metodologia mais abrangente para ultrapassar o problema mencionado.
O projeto DEMOSPIN, cuja equipa praticamente se repete no atual projeto, desenvolveu um modelo onde os saldos migratórios são a principal ligação da coevolução económica e demográfica. O projeto focou-se nas regiões do Interior Português. Mostrou que as dinâmicas da população são tão negativas que, mesmo em cenários de estagnação económica, a força de trabalho disponível constituirá forte restrição ao crescimento económico. Este resultado, fruto de décadas de emigração e de acentuado declínio da fecundidade, é inesperado e contraditório com o elevado desemprego atual. E é muito provável que esta situação alastre gradualmente, justificando o alargamento do estudo a todo o Pais. Esta análise empírica levanta questões teóricas fundamentais para o futuro desenvolvimento Europeu: a) serão os efeitos combinados das migrações e do aumento da produtividade do trabalho suficientes para contrariar os efeitos dos saldos naturais negativos da população? b) estar-nos-emos a deslocar para um cenário onde a demografia é o principal constrangimento ao crescimento?
O projeto P-RIDE focar-se-á nestas questões, combinando a teoria do estado da arte com rigoroso estudo empírico nacional e multi-regional. Os resultados dos modelos serão traduzidos em recomendações políticas, Portugal é um caso de estudo ideal:
contrastes regionais, dinâmicas demográficas muito negativas e oportunidade de agarrar beneficios da convergência tecnológica. Por isso OP-RIDE assume relevância empirica, além de permitir avanços metodológicos relativamente ao DEMOSPIN.