O Público divulga resultados do projeto FORLAND – Riscos hidro-geomorfológicos em Portugal: forçadores e aplicações ao ordenamento do território, do Centro de Estudos Geográficos (IGOT-ULisboa), que criou um índice de riscos com o objetivo de estabelecer a probabilidade da ocorrência de uma cheia que possa causar impacto nas populações.

O jornalista Camilo Soldado, do Público, analisou as contribuições para a sociedade do projeto Forland, coordenado por Susana Pereira, em dois artigos. O primeiro com foco nos municípios com maior risco de cheias e um segundo artigo focado no deslizamento de terras e na taxa de mortalidade aliada ao mesmo – este último, faz referência a outro projeto do Centro de Estudos Geográficos, o BeSafeSlide, que deve produzir resultados em 2021.

O índice que resulta do Forland integra três factores – perigosidade, exposição e vulnerabilidade – e o projeto identificou o Norte do país como tendo os municípios com maior risco de cheias. No artigo “Entre Douro, Tâmega e Sousa: estudo identifica municípios com maior risco de cheias” são ilustradas, ainda, as propostas de intervenção e mitigação que o projeto apresenta.

De forma a ser possível prever deslizamentos de terras com o mesmo grau de confiança que no caso das cheias, Susana Pereira alerta, no artigo “Portugal não tem sistema de alerta para deslizamentos de terras“, para a necessidade de monitorização a partir do “acesso a dados diários ou horários” para, assim, se criarem “limiares de precipitação”. Esta informação deve ser contextualizada relativamente ao histórico de ocorrências passadas, também identificadas pelo projecto Forland. A criação um sistema que consiga conjugar essa informação é precisamente um dos objetivos do projeto BeSafeSlide, coordenado por Sérgio Oliveira.

Imagem: Anna Costa